quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Formação Cívica - O problema das Acessibilidades na Escola/Museu

Numa aula de formação cívica, a propósito de uma situação relacionada com uma aluna que sofre de paralesia cerebral apresentando grandes limitações, debati com a minha direcção de turma de 6º ano, o problemas das acessibilidades.

Eis algumas conclusões a que chegámos:

As pessoas com qualquer tipo de deficiência física enfrentam todo o tipo de barreiras quotidianamente, pois as cidades e os edifícios não se encontram muitas vezes adaptadas de acordo com as sua limitações, por isso, muitas pessoas sofrem demasiadamente por não terem condições de usufruir de um direito legal, constitucional e universal, tal como qualquer outro cidadão.
A Acessibilidade é um direito de todas as pessoas.
A acessibilidade deve verificar-se em todos os elementos que facilitem as pessoas que apresentem qualquer tipo e dificuldade. Deve pois observar as estruturas físicas, espaços de escuta, de participação, de informação, atentando a que estejam disponíveis e acessíveis a todos.
É necessária a consciencialização de todos para este problema, especialmente a consciencialização de todos os responsáveis pela construção ou organização dos espaços.

Depois, reflectimos sobre o problema das acessibilidades na nossa escola e pedi que os alunos identificassem alguns exemplos concretos.
Como ainda estava fresca a visita de estudo ao museu, procedi de seguida à entrega de um pequeno texto aos alunos, que os enquadrasse num novo contexto.

"A Pequena centopeia do pé torto, que sofre de asma, é baixinha e um pouco pitosga e tem um pé torto de nascença, decidiu ir visitar uma exposição de pintura, no museu de Arte Contemporânea.
Tendo adquirido o bilhete on-line, constatou que para chegar à porta de entrada, precisava de subir uma escadaria. Já dentro do museu, teve imensa dificuldade em ler o guião da exposição, o nome dos autores e os títulos das obras de arte porque estes se encontravam muito altos e com letras muito pequenas.
A pequena centopeia do pé torto saiu triste do museu e sem perceber bem a exposição que tinha visto."
Texto/Desenho/fotomontagem: J Lima

Após serem observadas as dificuldades que a pequena centopeia encontrou, perguntei aos alunos:

Se fosses o director deste museu de que forma o adaptarias, para que a pequena centopeia do pé torto pudesse voltar novamente?

Eis algumas respostas apuradas:

" adaptaria o museu com uma rampa, com sinais ou símbolos para que os invisuais identifiquem bem a esposição, computadores com informações sobre a exposição para invisuais e pessoas com outras deficiencias"

"Dava-lhe um bilhete de borla e mandava coonstruir uma rampa para melhor acesso, preocupava-me com a colocação dos quadros, altura e tamanho das letras"

"Punha uma rampa no museu e sinais que dêem para sentir, punha um elevador e uma pessoa guia para dizer o que está na imagem."

"Penso que que me preocuparia em colocar as letras mais visíveis, dar boas condições a todas as pessoas colocando até um tapete rolante na exposição."

"Fazia um anúncio, que o museu modificou e arranjou uma rampa, modificou as letras dos nomes das obras primas, fê-las maiores e baixou-as."

"Se eu fosse director do museu eu adaptava-o melhor, elaborava um guião com letras maiores e com as letras dos títulos e do nome dos autores maiores e construía uma rampa."

Estas foram algumas respostas. A maioria dos alunos referiu a instalação de rampas de acesso e a necessidade de preparar bem as exposições tendo em conta a colocação das obras e a forma como estas poderão estar identificadas. O recurso à comunicação escrita não deve ser o único a ser observado, há a possibilidade das sensações sonoras, tácteis, o recurso às novas tecnologias ou simplesmente aos guias. Alguns alunos sentiram a necessidade de compensar a visitante da história, oferecendo-lhe o bilhete visto a sua insatisfação.

A qualidade de serviços que contempla inevitavelmente a questão das acessibilidades deve ser intrínseca a uma instituição, porém a última palavra será a do público que julga a partir das suas próprias percepções.
O foco no indivíduo é visto hoje como um conceito estratégico, voltado para a conquista e retenção de públicos.
O conhecimento das necessidades actuais e futuras das pessoas, fomentando a participação, deverá ser o ponto de partida na busca da excelência do desempenho da organização, seja ela uma escola, um museu ou outra.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Um Novo Ano Lectivo

A parede do meu quarto é um bloco A3!!... e a minha avó não gostou !
Ilustração : J. Lima
Começa mais um ano lectivo
Chegam esperanças,
animação,
novos rostos e muita acção,
Novas partilhas,
novos momentos e sensações,
Uma nova etapa
para aprender,
ensinar,
sonhar...

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquiloque talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.


Sebastião da Gama in Pelo Sonho é que Vamos

Um Excelente Ano Lectivo para todos...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Coisas de Escuteiro V


De 31 de Julho a 6 de Agosto do corrente ano decorreu o XII Jamboree Açoriano que contou com a presença de cerca de 2 000 jovens escuteiros oriundos de todas as Ilhas dos Açores, da Madeira, das Canárias e de Portugal Continental. O XII Jamboree decorreu, no campo escutista de Lagos - Água d'Alto, a 7.ª Freguesia do Concelho de Vila Franca do Campo , local espectacular e de grande beleza. Sob o tema "Açores: Passado, Presente e Futuro" e com o lema "Parte à Descoberta", os escuteiros participantes percorreram os seis concelhos de São Miguel descobrindo as suas tradições seculares, auscultando a realidade presente e perspectivando um futuro que, forçosamente, passará pelas novas tecnologias e por outros sectores de actividade económica, mormente o do turismo. O XII Jamboree contou com a nossa presença (Agrupamento 941 de Asseiceira), tendo sido esta, uma semana inesquecível.

Lagoa do Fogo - S. Miguel

Ponta Delgada - Portas da Cidade

Grupo Pioneiro - 941 Asseiceira, Santarém
Fotos: J. Lima

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Boas Surpresas na Escola!

Hoje fui agradavelmente surpreendido.
Quando cheguei à escola e já um pouco atrasado para uma reunião fui abordado por dois alunos de uma das turmas que leccionei.
O Diogo e a Joana aguardavam-me com as suas encarregadas de educação e encontravam-se com a professora Gabi. Queriam oferecer-me um presente em nome da turma.

Coisa linda! Fiquei emocionado… O presente foi uma caixa de escrita chinesa, algo pouco usual e que nunca tinha visto por estas bandas.
Devidamente forrada a tecido, com toda a paciência de chinês, no seu interior encontram-se 2 pincéis chineses e o respectivo suporte em porcelana, a pedra para moer e misturar pigmentos, a taça e a concha para a água os carimbos para assinar as aguarelas ou os escritos, com a respectiva tinta vermelha dentro de uma tacinha em porcelana cuja tampa apresenta a forma de um dragão.
Apesar de os carimbos não se encontrarem gravados, descobri que um carimbo singular com um nome de alguém é altamente personalizado, e, uma lembrança sem igual para se guardar. Esta singularidade assegura a prosperidade contínua, independentemente de fronteiras geográficas ou do passar do tempo. A colocação do carimbo de alguém em um documento, numa aguarela ou numa pintura imprime autenticidade, fiabilidade e valor. Tem no topo a escultura de um leão
(quando for à China levo-os para serem gravados com o meu nome J) :)
Depois há também uma pedra negra, estranha, com a inscrição em dourado de um dragão… o que é?
A professora Gabi dissera-me que era tinta da china!
Habituado a ver tinta da china em bisnagas, no estado liquido, com as quais trabalhei (e vou trabalhando), nas minhas ilustrações e aguarelas, tinha nas mão tinta da china em estado sólido! Espectacular! É só partir um pouquinho moer e misturar água que fica pronta a usar.
Adorei a caixinha- malta do 6ºE, e muito obrigado pelo postal que a acompanhava, assinado por todos!!

Tenho que falar ainda que este não foi o único presente!
Na semana passada, recebi uma linda «Matrioska» ou boneca russa, que é um brinquedo tradicional constituído por uma série de bonecas, feitas de diversos materiais, ainda que o mais frequente seja a madeira, que são colocadas umas dentro das outras, da maior (exterior) até a menor (a única que não é oca).
Linda! Obrigado Vasile.
Vejam as fotos das prendas e comentem… não são um espectáculo?

Muito Obrigado mais uma vez! Gostei muito de estar convosco durante estes dois anos!

Bloco de tinta da china com a imagem de um dragão (em baixo)

Matrioska (a maior e a mais pequena das 7 bonecas)

Fotos: J. Lima

terça-feira, 30 de junho de 2009

Organisticamente partilhando...

No passado dia 28 de Junho, tive a possibilidade de poder tocar no magnífico orgão da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Santarém, no contexto do Encerramento do Ano Paulino, algo de espectacular para quem é ainda amador na execução deste fabuloso instrumento.

O orgão da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, trata- se de uma peça construída no ano de 1795, por Joaquim António Peres Fontaines e constitui uma referência da Escola de Organaria Portuguesa.

Tendo sido recentemente restaurado pelo mestre organeiro Dinarte Machado, revelou-se o quinto de seis órgãos que foram recuperados nas igrejas do Centro Histórico da cidade.

Fotografias do Orgão(acima): Francisco Falcão, 2009 in http://www.meloteca.com/index.htm

EVT, actividades de sala de aula VIII

Grande Exposição de Final de Ano

E porque o ano lectivo terminou, foi organizada uma grande exposição com os trabalhos dos alunos para toda a comunidade educativa sobre os países da União Europeia.
Muita cor, diversidade e talento!
Parabéns aos alunos e professores da EB 2,3 Prof. João F. Pratas!
Eis algumas fotos:

O conde Van Dracul (Drácula) elaborado pelos meus alunos do 6ºE, anfitrião da Roménia.

Trabalho elaborado pela Mira Zagorova (6ºA). Que cores fantásticas, e tanto dinamismo!

Trabalhos realizados na Disciplina de E.V.T.


Fotos: J. Lima

sexta-feira, 19 de junho de 2009

EVT, Actividades de sala de aula VI

Fotomontagens: J. Lima

Mais um ano lectivo que chegou ao fim!
Acima encontram-se duas fotomontagens realizadas com as minhas turmas, embora noutro ano lectivo.
No caso da primeira fotomontagem, os alunos desenharam os corpos e pintaram-nos a lápis de cor. Os desenhos foram posteriormente scaneados e procedeu-se à fotomontagem.
O resultado foi posteriormente impresso em t-shirts.
6ºA - ano lectivo de 2006/2007
5ºB - ano lectivo de 2006/2007
Falta a fotomontagem do pessoal deste ano lectivo que está quase pronta!

Boas Férias para Todos!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Coisas de Escuteiro IV

Grande Caçada para Lobitos

É através do imaginário infantil, que se desenvolve o processo de formação e desenvolvimento pessoal e cognitivo da criança concreta.
O imaginário infantil é um elemento nuclear das culturas da infância. As crianças desenvolvem a imaginação através das suas experiências de vida e as situações que imaginam dão-lhes o poder de compreender o mundo em que habitam.
O CNE (Corpo Nacional de Escutas) tendo por objectivo básico colaborar na formação integral das crianças e jovens, incidindo esta acção em 5 pólos educativos (desenvolvimento do carácter, habilidade manual, saúde e o desenvolvimento físico, serviço aos outros, felicidade), actua desde o início (Lobitos), estimulando pela vertente do imaginário.
As grandes caçadas são assim as grandes actividades dos lobitos, palco privilegiado para a fantasia.
A nossa última caçada consistiu num ataque a Cruela Devil, que se refugiou numa floresta, pois queria apanhar penas de pássaros para a confecção de um chapéu.
Coitada da Cruela!
Coube à chefe Patrícia, assumir a personagem e cuidar para conseguir resistir a tanta agitação e entusiasmo quando estava prestes a ser apanhada.

Fotos: J.Lima

Mata Municipal dos Sete Montes, Tomar

quinta-feira, 4 de junho de 2009

EVT, Actividades de sala de aula V

Vamos pintar uma tela?

Durante o terceiro período e como actividade de sala de aula, foi proposto aos alunos que aplicassem os conhecimentos adquiridos, expressando-se livremente através da pintura, de forma a expor os seus sentimentos e emoções.
O fluir das ideias manifestou-se então, através do traço, da aplicação das cores e das formas, em que se pretendeu incentivar uma comunicação não só convencional mas também a exposição de sensações deixando-as fluir livremente e de forma muito pessoal e inovadora.
A disciplina de Educação Visual e Tecnológica, e a sua programação em termos de estrutura, conteúdo e forma, pretende a formação e desenvolvimento para os sentidos, para o gosto e para a sensibilidade estética, para uma observação atenta e crítica do mundo envolvente.
A preparação para esta actividade assentou num período preparatório de estudo, pesquisa e observação, em que foram observados alguns movimentos de relevante interesse na história da Arte e da Pintura, observando essencialmente os grandes pintores do século XX e as suas obras de arte.
A visita ao museu Berardo e o contacto directo com a “obra de arte” afilou o interesse e a vontade em querer experimentar, testar, explorar e criar. O resultado final agradou a todos e foi apresentado numa exposição, no final do ano lectivo, para toda a comunidade educativa.

Fotos de J. Lima
(De cima para baixo):
Bruna, 5ºF; Beatriz, 6ºE; Joana 6ºE; Ricardo, 6ºE; Elisabete, 6ºE; Sofia, 6ºE; Diogo C., 6ºE; Inês, 6ºE; Diogo L., 6ºE
Estes foram alguns dos trabalhos obtidos!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Dia Mundial Da Criança

Comemorou-se ontem o dia mundial da criança e como não poderia deixar de ser, não pretendia passar sem partilhar algo.
Desta vez, apresento o poema «Ser Cidadão» escrito pela Beatriz, do 6ºC, com o apoio da professora de L.Port.

Ser Cidadão
Como é ser cidadão?

Ser cidadão
É viver em comunidade
Onde todos estão
Numa sociedade.

Os direitos e os deveres
São para cumprir
Estejas onde estiveres
Tens de os assumir.

Se gostas óptimo
Se não gostas paciência
Tens de te integrar
Pois isto não é Ciência
Que podes mudar sem qualquer obediência.

Ser cidadão
Saber como estar
De pé para pé

É saber ouvir
E também falar
É saber rir
E reclamar.

Cidades, vilas ou aldeias
Não importa
São as mesmas ideias
A cada porta.

Cumpre! Rejeita! Vive! Aceita!

És cidadão, vives para isso, não te deixes levar pois tu és preciso!


Fotomontagem: J.Lima (Diana, 6ºD)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

EVT, Actividades de sala de aula IV

Desenhos para T-Shirts...

(...)"A Educação Artística nas escolas deve permitir que a criança se exprima livremente, de forma a exteriorizar os seus sentimentos, ideias e emoções.
Através das cores e das formas, a expressão plástica não se limita a comunicar apenas mensagens convencionais mas também algo de muito pessoal, que pode levar a alterar códigos conhecidos. Inovar é transformar, numa constante relação entre o conhecido e o desconhecido, o consciente e o inconsciente, a razão e o instinto.
No campo das artes plásticas, tanto as obras figurativas como as abstractas são significativas na medida em que se referem a algo que reflecte a afirmação do homem perante o mundo. "(...)

(Rodrigues, Dalida D´Alte; 2002; p. 14 - A Infância da Arte, A Arte da Infância - Porto, Edições ASA)

Partindo destes presupostos, foi fornecida aos alunos uma folha com alguns rabiscos aleatórios pedindo-lhes que os completassem. Dos resultados obtidos foi-lhes seguidamente pedido que escolhessem o que mais lhes agradasse, e, através do método de ampliação por quadrícula, que escolhessem um pormenor do desenho para ampliar.
Estes foram alguns dos resultados obtidos, que depois de pintados e concluidos foram aplicados em t-shirts, constituindo-se este o produto final da actividade: Uma T- Shirt «fixe» para o Verão!

terça-feira, 12 de maio de 2009

OPINIÃO - Visita de Estudo ao Museu Berardo

Foto: The Journal of Mytic Arts: News & Reviews
A relação entre a Escola e o Museu constitui um factor determinante na abertura dos horizontes culturais das crianças e adolescentes e, consequentemente, na promoção de um maior sucesso escolar.
O museu gerador de sensações é um museu bem-vindo para a Escola. O «ver», o «ouvir» e o «sentir» são processos indissociáveis da condição humana e necessitam de ser estimulados de forma a que seja promovida uma participação recíproca entre a Escola e o Museu.
Tendo em conta a visita de estudo ao museu Berardo neste ano lectivo, apresento seguidamente a opinião da Filipa Almeida do 6ºAno, Turma A, que nos dá a sua visão acerca da exposição « Não te posso ver nem pintado».

Obrigado Filipa! :)

A visita ao museu foi, para mim, uma grande surpresa.
Sabia que existia, nada mais. Desconhecia até o facto de Paula Rego lá ter alguns quadros (entrei na sala e disse: «Aquilo só pode ser Paula Rego.» E acertei).
O museu Berardo é um museu de Arte Contemporânea, a que costumo chamar «realismo abstracto». O próprio interior do museu é um exemplo de modernidade. Confesso a minha falta de jeito para observar pinturas, esculturas e afins, mas reconheço o talento de quem o tem. Por exemplo, quadros com a cara de uma pessoa. Só isso, nada mais. Parece óbvio, mas no entanto, mais ninguém o fez.
Observando o interior do museu, percebe-se bem que o objectivo é apoiar a arte contemporânea. Descobri (algo que deve ser óbvio para alguns mas que para mim só agora o é), que a arte recente é muito mais abstracta do que a antiga. Esta última consiste principalmente em arte sacra.
Apreciei os quadros que misturavam imensas cores (à primeira vista parecem rabiscos), mas também os que tinham apenas uma cor predominante. No fundo, quadros brilhantes!
Depois, a Paula Rego, uma pintora sempre real, sempre visionária, sempre genial, sempre…Paula Rego!
Senti algum desgosto em constatar que a maior parte dos meus colegas não concorda comigo, achando que aquilo é tudo um monte de rabiscos (falamos de arte ao seu mais alto nível…)!Uma visita que vale a pena, sem dúvida!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

MoralCOR 09

No passado dia 23 de Abril, Coruche recebeu a XVIII edição do Encontro Diocesano de alunos de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).
O palco do encontro foi a praça de toiros de Coruche, estimando-se a presença de mais de 4 mil alunos, que aprofundaram o tema do Encontro “MoralCor”.

“MoralCor porque queremos que seja um encontro colorido, e teremos na paisagem as pontes de Coruche que estão a ser pintadas de diversas cor. Moral Cor, por ser em Coruche, e também porque queremos apostar muito nas relações, nos afectos, e por isso, cor de coração”, explica o Pe. Manuel José, responsável diocesano pelo Ensino da Igreja nas Escolas.

Seguem algumas fotos do pessoal





Fotos: J. Lima

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Coisas de Escuteiro III

Encontro Regional de Exploradores O9

Este ano o Encontro realizar-se-á no próximo mês de Maio em Asseiceira, organizado pelo Agrupamento 941, do qual faço parte.
Serão centenas de Escuteiros durante um fim-de-semana, e muito trabalho em termos de logística e na organização das actividades.
Este é o Logótipo/emblema do encontro, que elaborei, sob o tema: A batalha de Asseiceira, 1834

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Coisas de Escuteiro II


Fotos: (Scout Base UK)
BP at the Coronation of George VI (1937)
Scout Movement founder Robert Baden-Powell with Sioux Indian Chief
Dr. Charles A. Eastman in Queens' College, Cambridge, UK, in 1928.


Esta é uma caminhada que venho a fazer já há uns bons anitos ...
Passaram por mim lobitos que são actualmente jovens atentos e responsáveis.
Fico feliz por ter contribuido para a sua caminhada Escutista e é a eles que dedico este video que elaborei com todo o gosto (reunindo algumas das fotos que fui tirando ao longo dos anos),
anexando ainda a última carta de B.P. (fundador do escutismo), que nos apresenta uma mensagem lindíssima!

Carta de despedida de Baden-Powell aos escuteiros de todo o mundo

“Caros escuteiros,

Se já vistes a peça Peter Pan, haveis de recordar-vos de como o chefe dos piratas estava sempre a fazer o seu discurso de despedida, porque receava que, quando lhe chegasse a hora de morrer, talvez não tivesse tempo para o fazer.
Acontece-me coisa muito parecida e por isso, embora não esteja precisamente a morrer, morrerei qualquer dia e quero mandar-vos uma palavra de despedida.
Lembrai-vos de que é a última palavra que vos dirijo, por isso meditai-a.
Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz.
Creio que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida.
A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do êxito de uma carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar a vida quando fordes homens.
O estudo da natureza mostrar-vos-á as coisas belas e maravilhosas de que Deus encheu o mundo para vosso deleite. Contentai-vos com o que tendes e tirai dele o maior proveito que puderdes.
Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior. Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros.
Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.
Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes.
Apegai-vos sempre à vossa promessa escutista, mesmo depois de já não serdes rapazes e Deus vos ajude a proceder assim.

O Vosso Amigo
(Baden Powell of Gilwell)

EVT, Actividades de sala de aula III

Um pouco sobre marionetas…

Manipuláveis, próximas, obedientes,
Falam connosco, são um pouco de nós
Dão cor,
Movimento,
Roubam sorrisos,
Uma lágrima até
Quando apelam ao coração.
No fim de contas,
Observamos que também têm vida
Quando por nós lhes é dado tal dom.
São marionetas!
São Arte!

Estas (incluindo dois fantoches) foram elaboradas pelos meus alunos ao longo de dois anos lectivos (2005/2006 e 2006/2007).












Fotos/fotomontagens: J.Lima