segunda-feira, 22 de março de 2010

Coisas de Escuteiro VI

Dia 20 de Março, Limpar Portugal

Depois de um inverno rigoroso o simples facto da chegada da Primavera, por si só, já é algo reconfortante. Programei o dia de uma forma especial dedicando-me a uma máxima, quando abracei o CNE e me põe “Sempre Alerta para Servir” e aderi, com o meu agrupamento, ao projecto “Limpar Portugal”.
O dia começou chuvoso mas isso não impediu que às 9horas da manhã (eu um pouco mais atrasado :) o grupo se juntasse e desse início à actividade deslocando-se para os locais onde se encontram as lixeiras a céu aberto para se começarem os trabalhos.
O panorama é notoriamente triste e desolador… simplesmente aberrante!
Qualquer um já teve, certamente, a oportunidade de observar as lixeiras a céu aberto e as múltiplas sensações de mau estar que isso causa, agora, embrenharmo-nos no meio do lixo e tentar removê-lo… é algo indescritível! Múltiplas interrogações assolam constantemente as nossas mentes porque, pura e simplesmente, se encontra ali de tudo! Vidro, madeira, cartão, papel, metal, materiais menos perigosos, perigosos, extremamente perigosos, lixo metido em sacos de plástico, de todas as espécies ( lixo de cozinha, das casas de banho… enfim tudo). Os monos são a perder de vista tal como o trabalho que dá removê-los desses locais… será que os “monos” humanos, autênticos assassinos do ambiente não conhecem a reciclagem? que estão a falhar gravemente em relação a todos e a eles próprios? Será que já pensaram que porventura é mais simples deixar o lixo nos sítios adequados? Que existem serviços ao nível das autarquias para recolher os monstros maiores que findaram com a sua missão de nos servir? Que… que … que…???
Algo que me deixou especialmente chocado foi perceber que a dada altura, num saco de plástico, estivesse um animal em avançado estado de decomposição, dado o cheiro que se começou a fazer sentir :( se calhar de algum animal de estimação que não teve sequer a dignidade de poder ser enterrado conforme convém. Depois, é um enigma as pessoas sujeitarem-se a levar o lixo para zonas distantes, com relativo grau de inacessibilidade, quando têm quase que certo, contentores ao pé da porta? Isto dá pano para mangas e podia-se dar início a mais uma tese, mas vou parar por aqui!
Concluindo, depois de muito lixo recolhido, creio que o mais importante foi levar os miúdos a tomarem contacto com o “pesadelo” e a sua sensibilização para um problema que tem de parar urgentemente! Já agora, penso que seria muito importante uma atitude diferente por parte do Estado, e se calhar, por parte dos Meios de Comunicação Social através de campanhas bem feitas, dirigidas às pessoas, a incidir concretamente neste problema das lixeiras a céu aberto.
Pode ser que um dia destes, ao passear pelas nossas florestas reparemos nelas puramente como florestas, livres de todos os acessórios e aparatos que a espécie humana um dia descartou de forma totalmente irresponsável.
Seguem algumas fotos da desgraça…





Fotos: JLima

sexta-feira, 5 de março de 2010

EVT, Actividads de Sala de Aula XII

Chapéus e Mascarilhas

Boas a todos!

Mais uma actividade de sala de aula!
No prolongamento das festividades do carnaval propus aos meus alunos do 6ºA e à professora C., meu par pedagógico, a elaboração de chapéus e mascarilhas que irão fazer parte de um conjunto de materiais a apresentar numa actividade de intercâmbio escolar, a convite dos professores de Francês da nossa escola.
Uma vez que tínhamos pouco tempo decidimos elaborar algo de rápida execução e que resultasse em termos de imagem.
Relativamente aos chapéus seguimos uma estrutura base, em cartolina, na qual foi elaborada uma dobragem de um chapéu tipo “chapéu de marinheiro”. O processo aplicou-se em seis cartolinas de cor diferente que depois foram decoradas com elementos de cartolina de outras cores. Optámos por um tema relacionado com bichos.
Quanto às mascarilhas, optamos por um aspecto muito simples, somente em branco.
Aproveitando a folha de cartão da parte de trás dos blocos de folhas A3, elaboramos o molde da mascarilha e em seguida aplicámos elementos decorativos explorando o aspecto e textura que as duas faces do cartão ofereciam.

Com muito entusiasmo o trabalho foi concluído e o resultado foi este:

Os nossos chapéus


As nossas mascarilhas

Esperamos que os nossos professores de Francês gostem e os alunos da outra escola também.

Fotos: J.Lima

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A.P. Actividades de Sala de Aula II

Construção e aplicação das caixas-ninho

Olá! Cá estou eu novamente.
Trago notícias sobre as caixas-ninho.
Depois de ter sido apresentada a proposta de trabalho aos alunos do 5ºD, estes mostraram-se muito entusiasmados tendo começado imediatamente as pesquisas.
Reuniram-se todos os materiais e meteu-se mãos à obra.
Construíram-se quatro caixas-ninho, segundo as medidas dos quadros apresentados no poster anterior: duas caixas para chapins, uma caixa ninho para poupa e mocho galego e outra para piscos-de-peito-ruivo, alvéolas, rabirruivo-preto e papa-moscas cinzento.
O material consistiu somente em madeira de pinho, pregos e parafusos. Não se utilizou cola nem qualquer tipo de tratamento para a madeira de forma a tudo ser muito natural e atractivo para os pássaros.
Seguem algumas fotos do trabalho realizado:





Após construídas procedeu-se à sua colocação nas árvores do recinto escolar.
As caixas-ninho ou outros abrigos devem ser colocados em árvores ou edifícios a uma altura entre 3 e 5 metros, em local abrigado e sossegado, normalmente virado a Este.
O local mais indicado será do lado de baixo de um ramo ligeiramente inclinado no sentido do solo. Não se devem colocar em locais de fácil acesso a predadores.
Considerados todos estes cuidados, procurámos previamente os possíveis locais para a instalação dos ninhos observando as árvores que reuniam as melhores condições.O pessoal estava alegre, cooperante e cheio de expectativas. Todos queriam subir às árvores…




O professor H. até descobriu um ninho de rola quando se preparava para colocar um ninho nessa árvore! Reparem na foto que foi tirada, entre os pauzinhos e as palhas também muitos materiais artificiais tais como fios de plástico e outras coisas…
No último momento tivemos de escolher outra árvore, pois aquela já tinha inquilino.


Mais tarde, quando a agitação passou, fotografei a rola que regressou ao seu ninho.


Eis como ficaram nas árvores as caixas-ninho:





Agora devemos esperar para saber se as caixas-ninho agradam aos pássaros. Vai demorar alguns dias pois primeiro o medo terá de se dissipar, depois, com a curiosidade vem a exploração deste novo objecto e a seguir, eventualmente, a escolha para poder ali ficar e criar a nova geração de passaritos.
Vamos ver se ficámos aprovados ;))
Fotos: JLima

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A.P. Actividades de Sala de Aula

Construção de caixas-ninho
E porque o inverno avança, agora com um pouco menos de chuva e um sol tímido a dar sinais da sua graça, resolvi fazer, com uma turma de 5º Ano, umas caixas ninho no âmbito da Área Curricular não Disciplinar de Área de Projecto, tendo em conta a temática apresentada à turma.
As caixas-ninho destinam-se a beneficiar as aves cavernículas, isto é, aquelas que constroem os seus ninhos em cavidades de árvores ou edifícios. De entre estas, merecem uma atenção especial, aquelas que se alimentam quase exclusivamente de insectos contribuindo desse modo para o controle de muitas pragas.
Na construção das caixas-ninho iremos estar atentos ao tamanho e às preferências das espécies que queremos beneficiar, assim como a sua segurança e tranquilidade.
Optámos pela construção de três tipos de caixas-ninho: ninho tipo caixas de correio para Chapins; ninho tipo caixas de correio para a Poupa e Mocho-galego e caixa ninho semi-aberta para o Pisco-de-peito-ruivo, Alvéolas, Rabiruivo- preto e Papa-moscas-cinzento, por estas serem algumas das espécies que visitam o nosso espaço escolar, agradavelmente povoado de árvores e outros esconderijos verdes.

Eis os passarinhos:

Poupa (Aves de Portugal www.blogdosbichos.blog.sapo.pt)

Mocho-Galego (www.aproveitaodiaaosegundo.blog.sapo.pt)

Pisco de peito ruivo (www.olhares.br.olhares.com)

Alvéola branca (br.olhares.com/alveola-branca_foto3055548.html)

Rabiruivo preto (carduelis.blogs.sapo.pt/)


As caixas-ninho irão ser construídas com tábuas de madeira não tratada com cerca de 2 cm de espessura.
As tábuas irão ser cortadas com as medidas indicadas nos quadros 1,2 e 3.




Quadros 1, 2 e 3 adaptados (J.Lima)
No caso dos ninhos tipo caixa de correio, será feito um orifício na tábua da frente, com as medidas indicadas dos quadros 1 e 2.
Depois da abertura estar feita, deverá ser aperfeiçoada com uma grosa de forma a retirar os restos de madeira e lascas as quais poderão dificultar a entrada e saída das aves.
No caso das caixas-ninho semi-abertas, na parte da frente deverá existir uma abertura com as medidas indicadas no quadro 3.
Seguidamente proceder-se-á ao encaixe de todas as placas de madeira, conforme mostra a foto seguinte, com pregos e parafusos.
As placas não irão ser coladas a fim de drenarem livremente a água que se poderá infiltrar durante grandes chuvadas.

E porque a passarada não espera pelas futuras casa novas, há que meter mãos à obra e colocá-las nas árvores até ao princípio do mês de Fevereiro, o mais tardar, para que possam receber os seus hóspedes.
Por agora ficamos por aqui, mas irei dar mais notícias sobre este projecto, à medida dos resultados obtidos.
A malta encontra-se entusiasmada!!!

Toda a informação sobre a construção dos ninhos foi gentilmente cedida por:
Tiago Lopes, Licenciado em Eng. de Recursos Naturais e Pós-graduado em Gestão e Conservação da Natureza; Maria Gorete Lopes, Licenciada em Gestão Turística e Cultural
http://caminhoscomvida.blogspot.com/
http://www.caminhoscomvida.com

domingo, 20 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

EVT, Actividades de Sala de Aula XI

Actividades de Natal

Este ano resolvi elaborar com os meus alunos os Postais de Natal.
O processo foi simples e revela um resultado óptimo em termos de produto final.
Numa folha A4 e no centro da mesma, foi traçada em todo o seu comprimento uma linha curva com caneta de feltro preta.
Aos alunos foi pedido de seguida que traçassem, com canetas de feltro de várias cores, outras linhas contíguas à linha preta de forma a colorir toda a folha.
Depois de terem desenhado a linha de contorno das figuras a representar, estas foram decalcadas no verso da folha pintada e em seguida, recortadas.
Com uma caneta de gel de tinta prateada traçaram-se linhas mais finas entre as linhas produzidas pelas canetas de feltro.
Depois essas formas foram coladas no postal constituido por duas cartolinas de diferentes cores.
Completou-se o postal com inscrições de Natal e outros elementos (estrelas, flocos de neve, outros...) desenhados directamente com a caneta prateada.
Abaixo apresento um exemplo do produto final.


Uma outra forma de elaborar postais consiste na utilização de diversos materiais que são colados na cartolina (a seguir, um postal elaborado num ano lectivo anterior)

Apresento de seguida uma outra unidade de trabalho relacionada com a construção de presépios de Natal. Os materias utilizados foram a massa de moldar (branca) tendo sidos as figuras posteriormente pintada a guache. Estas foram aplicadas em bases conseguidas através de outros materiais (cortiça, cartolina, cartões canelados, entre outros)



Observem ainda um vídeo que apresenta um conjunto de presépios elaborados em barro e que foram posteriormente cozidos e expostos na escola.

Depois de apresentadas algumas ideias,

desejo a todos

UM BOM NATAL E UM FELIZ ANO NOVO

fotos J Lima

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

EVT, Actividades de Sala de Aula X

Estudo da Letra

Concluímos finalmente a unidade de trabalho referente ao estudo da letra para a identificação da capa.

Uma vez que os alunos já tinham desenhado as letras, no 5º Ano, segundo o método da quadrícula, optámos desta vez, já no 6º ano, pelo método das linhas guia. As linhas guia conduzem a um grande número de possibilidades despoletando a criatividade em todos os sentidos o que motivou deveras os alunos. Numa folha A3 os alunos desenharam linhas paralelas verticais sobre as quais traçaram outras linhas paralelas, do tipo curvo, quebrado ou misto, obtendo assim uma quadrícula irregular na qual desenharam as letras do seu nome.

Após isso, os alunos copiaram o seu nome para papel vegetal e decalcaram o mesmo para uma nova folha A3. Procedeu-se de seguida aos estudos de cor com pintura a lápis de cor.

No estudo da cor utilizaram-se diversos efeitos para a decoração das letras, nomeadamente o desenho de 2 linhas irregulares por cima do conjunto das letras, formando uma sequência ritmada de curvas ou outros motivos, que foram coloridos, utilizando duas ou três cores. Também foram utilizados efeitos de espiral ou de outros elementos figurativos, dando total criatividade aos alunos.

O produto final foi depois aplicado nas respectivas capas.


Algumas fotos da unidade de trabalho:

Decalque das letras no papel vegetal


Pintura das letras


Produto final

Turmas do 6º A, E e G

Fotos: JLima


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Momentos I

Hoje tive a oportunidade de recordar um genérico de uma série da qual já não me lembrava.

Um dia destes, no início da aula, fui abordado por um aluno que me queria mostrar uns desenhos. Alguns relacionavam-se com personagens de programas infantis, personagens essas que o inspiraram a desenhar. Num deles observei um pequeno desenho com um grupo de personagens que identifiquei com “Os Cinco”. O pequeno disse-me que o desenho estava relacionado com uma aventura que estava a ler.

“Os Cinco" são possivelmente a série mais conhecida da escritora Enid Blyton, tendo sido a primeira aventura (Os Cinco na Ilha do Tesouro) editada pela primeira vez em 1942.

Fiquei curioso pois esta foi uma das séries de eleição que me deixavam, em pequeno, colado ao televisor. Após uma pequena pesquisa descobri que a série a que me refiro passou na televisão nos anos de 1978 e 1979, tendo sido produzida pela “Southern Television”, através de 26 episódios de 18 histórias.

Por tudo isto aqui deixo o genérico da série para recordar (no final do filme aparecem outros de igual interesse).

Deixo também a letra da música do genérico (início):

Where ever there's adventure to be found

Just a clue or a secret

message

bring the Famous Five around.

When ever there's a mystery to be solved

up in the ruined castle
or down in Smugglers hold


We are the Famous Five

Julian, Dick and Anne, George and Timmy the Dog

We are the Famous Five

We're coming back to you

Whenever there's time

Time after time.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

EVT, Actividades Livres I

Diário Gráfico

Como professor de Educação Visual e Tecnológica costumo incentivar os meus alunos a desenhar. Neste nível de ensino é importante que os mesmos se abram a novas experiências e formas de comunicar.

Através do desenho procuro que seja despertada a sua sensibilidade relativamente ao meio e contexto no qual se encontram inseridos levando-os a avaliar sensações, emoções, sonhos, estimulando-os a experimentar cores, técnicas, texturas, materiais… livremente e sem pressões.

Reconhecidamente “a autenticidade da expressão e a criatividade são duas referências primordiais que o professor deve respeitar e estimular” (Rodigues, Dalila; 2002).

Assim e meramente como sugestão proponho-lhes que criem um diário gráfico. Costumo observar os seus desenhos feitos aleatoriamente por aqui e ali, nas folhas dos cadernos diários das outras disciplinas, ou, em avulso, o que me leva a sugerir que os reúnam num único espaço, o seu diário gráfico.

A partir daí, e, sempre que sintam necessidade ou vontade, poderão elaborar os seus desenhos ou outros registos num espaço adequado para o efeito.

Normalmente e durante o decurso das aulas ao longo do ano lectivo, mediante os conteúdos que vão sendo leccionados são apontadas pistas que os levem a criar novos registos. Com tudo isto e a partir de um tema previamente definido, tento que seja estimulado o desenvolvimento desse mesmo tema através do registo gráfico espontâneo, na tentativa de desencadear o gosto pelo desenho e a sua continuidade.

Pretendo que ao lançar um dado tema ou ideia, a mesma, ao ser recriada pelo aluno surja transformada podendo por vezes, desencadear novas ideias, manifestando-se assim o processo criativo e um aperfeiçoamento técnico.


“(…)Não há padrões rígidos mas uma grande mobilidade que permite estar aberto ao imprevisto(…)” (Rodigues, Dalila; 2002).


Costumo mostrar aos meus alunos o meu diário gráfico, isso ajuda-os a compreender o que pretendo para além de lhes dar entusiasmo para iniciarem o seu… a partir daí é importante da minha parte, apoiar, entusiasmar, incitar e animar.

Algumas páginas do meu diário gráfico. A última fotografia apresenta um conjunto de desenhos feito por um dos meus alunos