sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EVT, Actividades de Sala de Aula XIV

O Teste do Desenho como Instrumento de Diagnóstico da Personalidade


Fotos: J. Lima: Algumas ilustrações elaboradas pelos meus alunos de 5º e 6º anos de escolaridade

Logo no início do ano lectivo, pedi aos meus alunos que procedessem ao preenchimento dos registos biográficos, onde normalmente se congregam um conjunto de informações úteis sobre a sua identidade.
Como complemento, pedi-lhes ainda que desenhassem no verso da folha uma árvore que se iria assumir como "A minha Árvore".
Seguindo, o mais fielmente possível, os procedimentos para a aplicação do teste do desenho como instrumento de diagnóstico de personalidade recolhi um conjunto muito rico de representações gráficas que poderão revelar-se um poderoso meio para detectar aspectos da personalidade de cada aluno, sem daí querer ajuízar ou formular outras considerações de forma precipitada.
Considerando que através do desenho a criança representa muito mais do que sabe e do que vê, considerando-se ainda o desenho infantil com uma essência tendencialmente ideográfica, característica central a que se associam outras características tais como a transparência, a humanização e a perspectiva afectiva, o ideografismo infantil “proporciona uma informação sobre o grau de conhecimentos da criança e um entendimento da sua relação afectiva com o mundo” (D`Alte, Dalila, 2002). Deste modo as representações gráficas recolhidas, funcionaram como um teste diagnóstico e como uma forma de ir aprofundando aspectos da personalidade de cada aluno considerando as suas singularidades como indivíduos únicos integrados num dado cenário social.
Para a correcta implementação do teste deverá ser observada bibliografia específica de forma a adoptar os devidos procedimentos de aplicação e posteriormente as respectivas normas de interpretação.

Livro no qual me baseei para a elaboração e aplicação do teste:
Sousa Campos, Dinah, 2004; O Teste do Desenho como Instrumento de Diagnóstico da Personalidade (validade, técnica de aplicação e normas de interpretação), Editora Vozes, 36ª Edição

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