terça-feira, 14 de dezembro de 2010

EVT, Actividades de Sala de Aula XV

Ilustrações de Natal

Olá a todos

E porque o Natal se aproxima, partilho convosco um pequeno “movie maker” onde são apresentados os trabalhos dos meus alunos de 5º Ano.
No âmbito da comunicação visual, foram produzidas diversas ilustrações alusivas a esta época.
Depois de desenharem as diversas figuras, procedeu-se à pintura das mesmas a lápis de cor.
Que problema! Eles não gostam de pintar, mas, com bastante insistência e muitas ajudas e incentivos o resultado foi bastante satisfatório.
Conseguindo os alunos dominar, na generalidade, a técnica para aplicar uma coloração homogénea nas formas, deram-se os primeiros passos de enriquecimento da pintura através da aplicação de sombras, texturas e graduações da cor de forma a tentar reproduzir as ambiências com um cheirinho a magia e encantos associados ao Natal.
Tomei a liberdade de reunir alguns desenhos e proceder à elaboração desta pequena apresentação tendo tomado a liberdade de animar, de uma forma muito simples e rudimentar, algumas das imagens sem pretender alterar a essência dos desenhos.

Esta apresentação irá ser apresentada na nossa festa de Natal, como introdução e acolhimento a todos os que puderem estar connosco nesta noite.

A todos Um Bom Natal!
video

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EVT, Actividades de Sala de Aula XIV

O Teste do Desenho como Instrumento de Diagnóstico da Personalidade


Fotos: J. Lima: Algumas ilustrações elaboradas pelos meus alunos de 5º e 6º anos de escolaridade

Logo no início do ano lectivo, pedi aos meus alunos que procedessem ao preenchimento dos registos biográficos, onde normalmente se congregam um conjunto de informações úteis sobre a sua identidade.
Como complemento, pedi-lhes ainda que desenhassem no verso da folha uma árvore que se iria assumir como "A minha Árvore".
Seguindo, o mais fielmente possível, os procedimentos para a aplicação do teste do desenho como instrumento de diagnóstico de personalidade recolhi um conjunto muito rico de representações gráficas que poderão revelar-se um poderoso meio para detectar aspectos da personalidade de cada aluno, sem daí querer ajuízar ou formular outras considerações de forma precipitada.
Considerando que através do desenho a criança representa muito mais do que sabe e do que vê, considerando-se ainda o desenho infantil com uma essência tendencialmente ideográfica, característica central a que se associam outras características tais como a transparência, a humanização e a perspectiva afectiva, o ideografismo infantil “proporciona uma informação sobre o grau de conhecimentos da criança e um entendimento da sua relação afectiva com o mundo” (D`Alte, Dalila, 2002). Deste modo as representações gráficas recolhidas, funcionaram como um teste diagnóstico e como uma forma de ir aprofundando aspectos da personalidade de cada aluno considerando as suas singularidades como indivíduos únicos integrados num dado cenário social.
Para a correcta implementação do teste deverá ser observada bibliografia específica de forma a adoptar os devidos procedimentos de aplicação e posteriormente as respectivas normas de interpretação.

Livro no qual me baseei para a elaboração e aplicação do teste:
Sousa Campos, Dinah, 2004; O Teste do Desenho como Instrumento de Diagnóstico da Personalidade (validade, técnica de aplicação e normas de interpretação), Editora Vozes, 36ª Edição

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Começou a Escola!

Um óptimo Ano Lectivo/Escutista/Museológico para todos!

Mascote elaborada com recortes de papel para o Grupo Pioneiro do meu Agrupamento do CNE

Olá a todos!

Apesar de ter estado ausente por uns tempos o “Livro de Ponto” não ficou esquecido… mas, como é um espaço que pretende divulgar as minhas actividades, também ficou uns tempitos de férias :)))

Arranca agora com um novo ano lectivo, um novo ano escutista e museológico, repleto de mais novidades e experiências enriquecedoras …


Apareçam de vez em quando, comentem, opinem, partilhem… !!!

Senão… não tem piada!!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O novo logotipo do nosso Agrupamento de Escolas de Samora Correia

Oi a todos...

Já de férias!!! Finalmente:)))

Como último trabalhinho do ano fui convidado a elaborar um logotipo para a nossa escola, uma vez que o deste ano, alusivo aos vinte anos do agrupamento de escolas, foi comemorativo da ocasião e já não está actualizado.
O nosso Director sugeriu um símbolo proveniente da escola mais antiga da nossa cidade, a Escola B. Nº1 da Fonte, concretamente, a figura do campino que se encontra nos dois cataventos aí situados.
Integrada na parte mais antiga de Samora Correia é uma escola que conserva a sua arquitectura e os seus espaços exteriores típicos de uma escola primária de outros tempos e daí a escolha que me deu muito gosto a executar.

Abaixo o logotipo...

Por agora é só ;)

Boas Férias a todos! :)

terça-feira, 22 de junho de 2010

EVT, Actividades de Sala de Aula XIII

Actividades de Final de Ano

Mais um ano lectivo concluído.
Na última semana de aulas dedicada a diversas actividades de final de ano, foi-me proposto pela professora H. (representante do primeiro ciclo na direcção da nossa escola), que dinamizasse um atelier de expressão plástica, direccionado aos alunos do primeiro ciclo.
Com vista à integração dos mesmos no novo espaço escolar, organizou-se uma visita com todas as turmas de 4º ano do nosso Agrupamento aos vários espaços da escola e, durante a visita, os alunos tiveram a oportunidade de participar no atelier.
Tendo em conta que teria de ser uma actividade de carácter lúdico, prático e simultaneamente de descoberta, optei por um atelier relacionado com a técnica da colagem. Concretamente, um atelier designado por: “Vamos descobrir Picasso”, onde os alunos (tendo por base duas obras do Pintor: “Meninas a Ler” e a “Paz”), procederam à colagem de pedacinhos de papel de lustro de forma a reproduzir um painel colorido com um aspecto tipo “mosaico” que depois levaram para a sua escola.
A colagem (técnica utilizada por artistas cubistas, futuristas, dadaístas, surrealistas e pop) neste caso, através de pequenos pedaços de papel de lustro de diversas cores, propõem uma simplificação formal e cromática da composição promovendo uma estreita relação entre os seus elementos considerando-se as cores quentes, frias e as linhas de contorno.
A actividade decorreu muito positivamente notando-se grande entusiasmo nos alunos.



Aproveito ainda para mostrar alguns trabalhos realizados pelos alunos do 2º e 3º ciclos, integrados na exposição de final de ano.






Boas Férias a todo o pessoal ;)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Coisas de Escuteiro VII

Grande Caçada a Nagaína

Olá a todos,

Nos dias 1 e 2 de Maio decorreu o nosso Acampamento de Agrupamento (ACAGRUP 10).
Apesar do cansaço foi muito divertido e os lobitos divertiram-se à brava.
O tema foi “ A grande caçada a Nagaína” onde é apresentado um imaginário baseado numa das Histórias do Livro da Selva: “Riki-Tiki-Távi”, um pequeno manguço que salva uma família de um temível casal de cobras capelo.
Apresento-vos, de seguida, a história que inventei para o jogo de pista e as imagens que utilizei para ilustrar a mesma.
Baseei-me em fotos e numa bela imagem de Brian Froud, um excelente ilustrador de fadas e criaturas fantásticas associadas aos espíritos da terra.
Eis o Jogo de Pista:
Mensagem I
Olá Lobitos! Eu sou Dárzí, o passarinho tecelão que vive no quintal do Riki-Tiki-Távi, o manguço recolhido por um menino num temporal.
Sabem certamente que Riki-Tiki-Távi é um bichinho muito corajoso que conseguiu livrar deste quintal Nague e Nagaína, as duas cobras capelo que queriam matar a família de humanos que aí vive.
Depois de recuperar o ovinho que Nagaína roubou do meu ninho, conseguiu numa bela noite matar Nague quando este se preparava para dar a sua dentada mortal em toda a família.
Depois da morte de Nague, Naguaina fugiu e nunca mais deu notícias.
Mas agora a paz acabou! Eu soube que a Nagaína voltou para se vingar e aproveitou o facto do Riki-Tiki-Távi ter feito uma viagem para voltar a aparecer! Ai! Ai! Ai! Tenho tanto medo que ela me roube outra vez os ovos, ou então, os meus filhotes quando estes nascerem.
Por isso procurei a vossa ajuda.
Vocês precisam de a encontrar e dar-lhe uma lição para que ela não possa fazer mal.
Mas cuidado! Ela é agora uma cobra muito grande e perigosa!
Sigam pelo caminho da floresta pois acho que sei por onde ela anda.
Sigam as minhas pistas!"(...)

ilustrações: J.Lima - Darzi, o passarinho tecelão (em cima), Riki-Tiki-Távi (em Baixo)
(...)"Mensagem II

Olá! Começámos a caçada a Nagaína, mas para continuar, creio que precisamos de um retrato da malvada para a reconhecer-mos quando ela aparecer. Não tenho nenhum mas sei que ela é agora muito grande, tem uma pele de várias cores, que vão do verde ao castanho, tem uns grandes olhos e uma língua vermelha sempre de fora.
Desenhem-na conforme esta descrição e conservem o desenho para a poderem reconhecer!
Sigam as pistas com cuidado!

Mensagem III

Penso que a Nagaína deverá andar por perto! Para se defenderem devem levar essas varas e guardá-las até ao fim da caçada pois poderão ter de as utilizar quando a encontrarem!
Boa sorte.

Mensagem IV

Sabem que não devem fazer barulho pois poderão ser descobertos pela Nagaína!
Disfarcem-se com elementos da natureza: plantas, folhas e ervas para ela não vos ver.
Atenção, para se disfarçarem não é preciso estragar as plantas!
O lobito é amigo das plantas e dos animais.

Mensagem V

Sabeis que Riki-Tiki-Távi quando tinha de enfrentar uma situação perigosa ficava
com os olhitos rubros, cor de fogo, e, pronunciava o seu grito: Riiiki! TiiiiiiiKiiiii! Táviiiiiii!
Foi assim que no dia em que a Nagaína me roubou o ovo e Nague apareceu para a defender,
o Riki-Tiki-Távi o afastou com o seu grito de guerra.
Façam também um grito de guerra para se defenderem e a afastar.

Mensagem VI

Estão com medo de encontrar a Nagaina?
É natural! Pois ela é muito perigosa.
Uma bela maneira de não terem medo é a de inventarem uma dança, ela pode aparecer a qualquer momento e assim ao ver-vos a dançar vai ficar baralhada e mais vulnerável. Então podereis dar-lhe caça.
Quando a virdes começai logo a dançar e fazei uma roda à sua volta sempre a dançar sem parar e entoem o vosso grito muitas vezes, depois, o mais corajoso de cada um dos bandos deverá pegar na vara e tirar-lhe uma fita que ela tem junto à cabeça. Essa fita é uma fita encantada que lhe foi colocada por uma bruxa malvada.
Sem a fita pode ser que a Nagaína fique boazinha… e deixe de pensar em maldades!
Acham que devemos tentar?
Se sim continuem e boa sorte!"(...)
ilustração: J. Lima - O feitiço das cobras pela bruxa malvada (ilustração de fundo de Brian Froud)
(...) "Mensagem VIII (jogo)

Mensagem IX

Que maravilha! Se chegaram até aqui foi porque já conseguiram tirar a fita à cobra.
Vocês não vão acreditar! Mas esta não é a Nagaína!!!!

É a Cobra Cá!!! A vossa amiga!!! Eu enganei-me!!!

Eu nunca vi a Cá e pensei que era a Nagaína!!
A Cá estava encantada com uma maldição que a bruxa preparou e agora está salva!!! Por isso é que ela é tão grande!
Levem a Cá para o vosso acampamento e mais logo, quando for noite, queimem a fita na fogueira do fogo conselho para destruir o feitiço para sempre.
Para festejar inventem uma canção sobre esta caçada e sigam para o vosso acampamento.
Apesar do engano a aventura não foi em vão pois conseguiram libertar a Cá do feitiço.
Quanto à Nagaína ela deve andar muito longe, ainda com medo do Riki-Tiki-Távi.
Ainda bem! Obrigado amiguinhos!
Foto: J.Lima, A grande Cá livre do feitiço e transportada pelos Lobitos
Seguem 3 vídeos com a história de “Riki-Tiki-Távi”, inspirada no “ Livro da Selva” de Rudyard Kipling.
Espero que tenham gostado da partilha.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Coisas de Escuteiro VI

Dia 20 de Março, Limpar Portugal

Depois de um inverno rigoroso o simples facto da chegada da Primavera, por si só, já é algo reconfortante. Programei o dia de uma forma especial dedicando-me a uma máxima, quando abracei o CNE e me põe “Sempre Alerta para Servir” e aderi, com o meu agrupamento, ao projecto “Limpar Portugal”.
O dia começou chuvoso mas isso não impediu que às 9horas da manhã (eu um pouco mais atrasado :) o grupo se juntasse e desse início à actividade deslocando-se para os locais onde se encontram as lixeiras a céu aberto para se começarem os trabalhos.
O panorama é notoriamente triste e desolador… simplesmente aberrante!
Qualquer um já teve, certamente, a oportunidade de observar as lixeiras a céu aberto e as múltiplas sensações de mau estar que isso causa, agora, embrenharmo-nos no meio do lixo e tentar removê-lo… é algo indescritível! Múltiplas interrogações assolam constantemente as nossas mentes porque, pura e simplesmente, se encontra ali de tudo! Vidro, madeira, cartão, papel, metal, materiais menos perigosos, perigosos, extremamente perigosos, lixo metido em sacos de plástico, de todas as espécies ( lixo de cozinha, das casas de banho… enfim tudo). Os monos são a perder de vista tal como o trabalho que dá removê-los desses locais… será que os “monos” humanos, autênticos assassinos do ambiente não conhecem a reciclagem? que estão a falhar gravemente em relação a todos e a eles próprios? Será que já pensaram que porventura é mais simples deixar o lixo nos sítios adequados? Que existem serviços ao nível das autarquias para recolher os monstros maiores que findaram com a sua missão de nos servir? Que… que … que…???
Algo que me deixou especialmente chocado foi perceber que a dada altura, num saco de plástico, estivesse um animal em avançado estado de decomposição, dado o cheiro que se começou a fazer sentir :( se calhar de algum animal de estimação que não teve sequer a dignidade de poder ser enterrado conforme convém. Depois, é um enigma as pessoas sujeitarem-se a levar o lixo para zonas distantes, com relativo grau de inacessibilidade, quando têm quase que certo, contentores ao pé da porta? Isto dá pano para mangas e podia-se dar início a mais uma tese, mas vou parar por aqui!
Concluindo, depois de muito lixo recolhido, creio que o mais importante foi levar os miúdos a tomarem contacto com o “pesadelo” e a sua sensibilização para um problema que tem de parar urgentemente! Já agora, penso que seria muito importante uma atitude diferente por parte do Estado, e se calhar, por parte dos Meios de Comunicação Social através de campanhas bem feitas, dirigidas às pessoas, a incidir concretamente neste problema das lixeiras a céu aberto.
Pode ser que um dia destes, ao passear pelas nossas florestas reparemos nelas puramente como florestas, livres de todos os acessórios e aparatos que a espécie humana um dia descartou de forma totalmente irresponsável.
Seguem algumas fotos da desgraça…





Fotos: JLima

sexta-feira, 5 de março de 2010

EVT, Actividads de Sala de Aula XII

Chapéus e Mascarilhas

Boas a todos!

Mais uma actividade de sala de aula!
No prolongamento das festividades do carnaval propus aos meus alunos do 6ºA e à professora C., meu par pedagógico, a elaboração de chapéus e mascarilhas que irão fazer parte de um conjunto de materiais a apresentar numa actividade de intercâmbio escolar, a convite dos professores de Francês da nossa escola.
Uma vez que tínhamos pouco tempo decidimos elaborar algo de rápida execução e que resultasse em termos de imagem.
Relativamente aos chapéus seguimos uma estrutura base, em cartolina, na qual foi elaborada uma dobragem de um chapéu tipo “chapéu de marinheiro”. O processo aplicou-se em seis cartolinas de cor diferente que depois foram decoradas com elementos de cartolina de outras cores. Optámos por um tema relacionado com bichos.
Quanto às mascarilhas, optamos por um aspecto muito simples, somente em branco.
Aproveitando a folha de cartão da parte de trás dos blocos de folhas A3, elaboramos o molde da mascarilha e em seguida aplicámos elementos decorativos explorando o aspecto e textura que as duas faces do cartão ofereciam.

Com muito entusiasmo o trabalho foi concluído e o resultado foi este:

Os nossos chapéus


As nossas mascarilhas

Esperamos que os nossos professores de Francês gostem e os alunos da outra escola também.

Fotos: J.Lima

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A.P. Actividades de Sala de Aula II

Construção e aplicação das caixas-ninho

Olá! Cá estou eu novamente.
Trago notícias sobre as caixas-ninho.
Depois de ter sido apresentada a proposta de trabalho aos alunos do 5ºD, estes mostraram-se muito entusiasmados tendo começado imediatamente as pesquisas.
Reuniram-se todos os materiais e meteu-se mãos à obra.
Construíram-se quatro caixas-ninho, segundo as medidas dos quadros apresentados no poster anterior: duas caixas para chapins, uma caixa ninho para poupa e mocho galego e outra para piscos-de-peito-ruivo, alvéolas, rabirruivo-preto e papa-moscas cinzento.
O material consistiu somente em madeira de pinho, pregos e parafusos. Não se utilizou cola nem qualquer tipo de tratamento para a madeira de forma a tudo ser muito natural e atractivo para os pássaros.
Seguem algumas fotos do trabalho realizado:





Após construídas procedeu-se à sua colocação nas árvores do recinto escolar.
As caixas-ninho ou outros abrigos devem ser colocados em árvores ou edifícios a uma altura entre 3 e 5 metros, em local abrigado e sossegado, normalmente virado a Este.
O local mais indicado será do lado de baixo de um ramo ligeiramente inclinado no sentido do solo. Não se devem colocar em locais de fácil acesso a predadores.
Considerados todos estes cuidados, procurámos previamente os possíveis locais para a instalação dos ninhos observando as árvores que reuniam as melhores condições.O pessoal estava alegre, cooperante e cheio de expectativas. Todos queriam subir às árvores…




O professor H. até descobriu um ninho de rola quando se preparava para colocar um ninho nessa árvore! Reparem na foto que foi tirada, entre os pauzinhos e as palhas também muitos materiais artificiais tais como fios de plástico e outras coisas…
No último momento tivemos de escolher outra árvore, pois aquela já tinha inquilino.


Mais tarde, quando a agitação passou, fotografei a rola que regressou ao seu ninho.


Eis como ficaram nas árvores as caixas-ninho:





Agora devemos esperar para saber se as caixas-ninho agradam aos pássaros. Vai demorar alguns dias pois primeiro o medo terá de se dissipar, depois, com a curiosidade vem a exploração deste novo objecto e a seguir, eventualmente, a escolha para poder ali ficar e criar a nova geração de passaritos.
Vamos ver se ficámos aprovados ;))
Fotos: JLima

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A.P. Actividades de Sala de Aula

Construção de caixas-ninho
E porque o inverno avança, agora com um pouco menos de chuva e um sol tímido a dar sinais da sua graça, resolvi fazer, com uma turma de 5º Ano, umas caixas ninho no âmbito da Área Curricular não Disciplinar de Área de Projecto, tendo em conta a temática apresentada à turma.
As caixas-ninho destinam-se a beneficiar as aves cavernículas, isto é, aquelas que constroem os seus ninhos em cavidades de árvores ou edifícios. De entre estas, merecem uma atenção especial, aquelas que se alimentam quase exclusivamente de insectos contribuindo desse modo para o controle de muitas pragas.
Na construção das caixas-ninho iremos estar atentos ao tamanho e às preferências das espécies que queremos beneficiar, assim como a sua segurança e tranquilidade.
Optámos pela construção de três tipos de caixas-ninho: ninho tipo caixas de correio para Chapins; ninho tipo caixas de correio para a Poupa e Mocho-galego e caixa ninho semi-aberta para o Pisco-de-peito-ruivo, Alvéolas, Rabiruivo- preto e Papa-moscas-cinzento, por estas serem algumas das espécies que visitam o nosso espaço escolar, agradavelmente povoado de árvores e outros esconderijos verdes.

Eis os passarinhos:

Poupa (Aves de Portugal www.blogdosbichos.blog.sapo.pt)

Mocho-Galego (www.aproveitaodiaaosegundo.blog.sapo.pt)

Pisco de peito ruivo (www.olhares.br.olhares.com)

Alvéola branca (br.olhares.com/alveola-branca_foto3055548.html)

Rabiruivo preto (carduelis.blogs.sapo.pt/)


As caixas-ninho irão ser construídas com tábuas de madeira não tratada com cerca de 2 cm de espessura.
As tábuas irão ser cortadas com as medidas indicadas nos quadros 1,2 e 3.




Quadros 1, 2 e 3 adaptados (J.Lima)
No caso dos ninhos tipo caixa de correio, será feito um orifício na tábua da frente, com as medidas indicadas dos quadros 1 e 2.
Depois da abertura estar feita, deverá ser aperfeiçoada com uma grosa de forma a retirar os restos de madeira e lascas as quais poderão dificultar a entrada e saída das aves.
No caso das caixas-ninho semi-abertas, na parte da frente deverá existir uma abertura com as medidas indicadas no quadro 3.
Seguidamente proceder-se-á ao encaixe de todas as placas de madeira, conforme mostra a foto seguinte, com pregos e parafusos.
As placas não irão ser coladas a fim de drenarem livremente a água que se poderá infiltrar durante grandes chuvadas.

E porque a passarada não espera pelas futuras casa novas, há que meter mãos à obra e colocá-las nas árvores até ao princípio do mês de Fevereiro, o mais tardar, para que possam receber os seus hóspedes.
Por agora ficamos por aqui, mas irei dar mais notícias sobre este projecto, à medida dos resultados obtidos.
A malta encontra-se entusiasmada!!!

Toda a informação sobre a construção dos ninhos foi gentilmente cedida por:
Tiago Lopes, Licenciado em Eng. de Recursos Naturais e Pós-graduado em Gestão e Conservação da Natureza; Maria Gorete Lopes, Licenciada em Gestão Turística e Cultural
http://caminhoscomvida.blogspot.com/
http://www.caminhoscomvida.com