Sexta-feira, 16 de Março de 2012

A Estefânia suicidou-se.


OLÁ 
QUERO PARTILHAR UMA REALIDADE ACTUAL sobre a vida de uma professora que "deu" demais.... 
Lamento que seja demasiado dramática ...



A Estefânia suicidou-se.
 Era da minha idade e, como eu, professora de inglês. Andou na faculdade na mesma época que eu.
Não me lembro da Estefânia. Apenas ouvi há dias a notícia da sua morte por uma jovem de quem muito gosto e cuja tristeza me comoveu.
 Hoje li esta carta da Sara, sua filha. E fiquei destroçada. Pela Sara (que é sensivelmente da idade das minhas filhas) e pela Estefânia. Por todas as Estefânias que amam, ou amaram, a sua profissão e, um dia, se encontraram num inferno que não é a escola em que em tempos acreditaram.
A depressão pode matar, já sabemos. Não há possivelmente um motivo único que seja imputável a esta situação. Mas o catalisador para este suicídio pode bem ter sido o tormento que a Estefânia viveu na escola, nos últimos tempos.
 A sua filha Sara (poderia ter sido outra filha, uma outra Sara), neste comovente apelo a que outros professores previnam o desespero, tem razão: amámos a escola, demos-lhe quase dois terços da nossa existência como pessoas, por vezes (muitas vezes) fomos mais presentes na escola e junto dos alunos e da escola do que juntos dos nossos próprios filhos; por vezes, alienámos o cuidado aos nossos pais, porque a escola estava primeiro; não faltámos, entregámos testes e trabalhos de casa a horas, envolvemo-nos em projetos, experiências, parcerias e outras fantasias, e o retorno que temos é a raiva generalizada contra os professores.
Se acrescentarmos a este sofrimento aquele que decorre da marginalização feita pelas chefias e a falta de camaradagem dos colegas que lutam por um lugar de destaque, galgando o caminho para o ‘sucesso’, sem escrúpulos, nem mérito, com a complacência de altos representantes sindicais, a situação é, realmente, insuportável. E a Estefânia sucumbiu. Mas deixou-nos a Sara, a quem agradeço a coragem desta carta, a intensidade dos sentimentos que exprime, a sensibilidade que expressa acerca dos professores, a preocupação que tem por que a morte da sua mãe não tenha sido em vão e possa ajudar aqueles que acreditam que a escola serve para melhorar as pessoas, criar cidadãos mais responsáveis, mais lúcidos, mais sabedores, menos vulneráveis à propagação do ódio aos professores…
Peço ao Américo, querido amigo, do primeiro curso de Germânicas, cá do Porto, que reencaminhe para a Sara Fidalgo esta mensagem. Quero que a Sara saiba que a admirei imensamente por esta carta. Que estou com ela na sua dor. Que, como mãe, lhe mando um beijo e, como professora, a minha gratidão.
 «(…) Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor.  (…)»
 Vou seguir o sábio conselho da Sara e enviar a sua carta a todos os professores e professoras de quem gosto, a todas as pessoas que para mim são importantes. Precisamos de falar e de nos ajudar.
 Aqui vai.

 (Ana Paula Velasquez)
 Reenvio-vos esta carta da Sara. A mãe, Estefânia, foi minha colega de curso, assim como o Fidalgo. Sei que a Estefânia era uma das pessoas que gostava do que fazia …. isto deixa-nos muito que pensar.

(Américo Dias)
A Sara é filha do Joaquim Fidalgo (jornalista e meu antigo colega na faculdade). A mãe (professora e também minha colega na faculdade) suicidou-se.


(Carta da  Sara)

 Carta a professores, alunos, pais, governantes, cidadãos e quaisquer outros que possam sentir-se tocados e identificados.
As reformas na educação estão na boca do mundo há mais anos do que os que conseguimos recordar, chegando ao ponto de nem sabermos como começaram nem de onde vieram. Confessando, sou apenas uma das que passou das aulas de uma hora para as aulas de noventa minutos e achei aquilo um disparate total. Tirava-nos intervalos, tirava-nos momentos de caçadinhas e de saltar à corda e obrigava-nos a estar mais tempo sentados a ouvir sobre reis, rios, palavras estrangeiras e números primos.
 Depois veio o secundário e deixámos de ter “folgas” porque passou a haver professores que tinham que substituir os que faltavam e nós ficávamos tristes. Não era porque não queríamos aprender, era porque as “aulas de substituição” nos cansavam mais do que as outras. Os professores não nos conheciam, abusávamos deles e era como voltar ao zero. Eu era pequenina. E nunca me passou pela cabeça pensar no lado dos professores. Até ao dia 1 de Março.
 Foi o culminar de tudo. Durante semanas e semanas ouvi a minha mãe, uma das melhores professoras de Inglês que conheci, o meu pilar, a minha luz, a minha companhia, a encher a boca séria com a palavra depressão. A seguir vinham os tremores, as preocupações, as queixas de pais, as crianças a quem não conseguimos chamar crianças porque são tão indisciplinadas que parece que lhes falta a meninice. Acreditem ou não, há pais que não sabem o que estão a criar. Como dizia um amigo meu: “Antigamente, fazíamos asneiras na escola e quando chegávamos a casa levávamos uma chapada do pai ou da mãe. Hoje, os miúdos fazem asneiras e os pais vão à escola para dar a dita chapada nos professores”. Sim, nos professores. Aqueles que tomam conta de tantos filhos cujos pais não têm tempo nem paciência para os educarem. Sim, os professores que fazem de nós adultos competentes, formados, civilizados. Ou faziam, porque agora não conseguem.
 A minha mãe levou a maior chapada de todas e não resistiu. Desculpem o dramatismo mas a escola, o sistema educativo, a educação especial, a educação sexual, as provas de aferição e toda aquela enormidade de coisas que não consigo sequer enumerar, levaram deste mundo uma das melhores pessoas que por cá andou. E revolta-me não conseguir fazer-lhe justiça.
 Professores e responsáveis pela educação, espero que leiam isto e acordem, revoltem-se, manifestem-se (ainda mais) mas, sobretudo e acima de qualquer outra coisa, conversem e ajudem-se uns aos outros. Levem a história da minha mãe para as bocas do mundo, para as conversas na sala dos professores e nos intervalos, a história de uma mulher maravilhosa que se suicidou não por causa de uma vida instável, não por causa de uma família desestruturada, não por dificuldades económicas, não por desgostos amorosos mas por causa de um trabalho que amava, ao qual se dedicou de alma e coração durante 36 anos.
 De todos os problemas que a minha mãe teve no trabalho desde que me conheço (todos os temos, todos os conhecemos), nunca ouvi a palavra “incapaz” sair da boca dela. Nunca a vi tão indefesa, nunca a conheci como desistente, nunca pensei ouvir “ando a enganar-me a mim mesma e não sei ser professora”.
 Mas era verdade. Ela soube. Ela foi. Ela ensinou centenas de crianças, ela riu, ela fez o pino no meio da sala de aulas, ela escreveu em quadros a giz e depois em quadros electrónicos. Ela aprendeu as novas tecnologias. O que ela não aprendeu foi a suportar a carga imensa e descabida que lhe puseram sobre os ombros sem sentido rigorosamente nenhum. Eu, pelo menos, não o consigo ver. E, assim, me manifesto contra toda esta gentinha que desvaloriza os professores mais velhos, que os destrói e os obriga a adaptarem-se a uma realidade que nunca conheceram. E tudo isto de um momento para o outro, sem qualquer tipo de preparação ou ajuda.
 Esta, sim, é a minha maneira de me revoltar contra aquilo que a minha mãe não teve forças para combater. Quem me dera ter conseguido aliviá-la, tirar-lhe aquela carga estupidamente pesada e que ninguém, a não ser quem a vive, compreende. Eu vivi através dela e nunca cheguei a compreender. Professores, ajudem-se. Conversem. E, acima de tudo, não deixem que a educação seja um fardo em vez de ser a profissão que vocês escolheram com tanto amor. Pensem no amor. E, com ele, honrem a vida maravilhosa que a minha mãe teve, até não poder mais.

 Sara Fidalgo

P.S. - Não posso deixar de agradecer a todos os que nos ajudaram neste momento de dor *

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Desfile de Carnaval 2012
Chapéus   Mascarilhas
Olá!

Mais uma actividade de sala de aula!
Este ano o Carnaval, na nossa escola, foi comemorado com mais um desfile cheio de cor e vivacidade. Assim foram elaborados os seguintes trabalhos com as várias turmas e com as quais trabalho:

Alunos do 5º F - Mascarilhas
Alunos do 6º A - Chapéus e Cartolas
Alunos do 6º D - Cabeçudos
Alunos do 6º E - Máscaras
Alunos do 6º G - Máscaras

Para a execução das mascarilhas, optámos por um aspecto muito simples em que recorrendo a uma folha de cartão, na qual fora previamente traçado o molde da mascarilha, se procederam de seguida às várias decorações através da colagem de cartolinas de cores diversas, conforme os projectos dos alunos. Para as máscaras o procedimento foi análogo.
Relativamente aos chapéus seguimos uma estrutura base, em cartolina, para a elaboração das copas e abas das cartolas, que depois foram decoradas pelos alunos segundo o projecto elaborado. 
Os cabeçudos exigiram uma estrutura de arame e cartão agregada às caixas, na sua parte interior, de forma a  que se mantivessem seguras e  não oscilassem com a deslocação.

Com muito entusiasmo o trabalho foi concluído  e seguimos, alegres, para o desfile:)


Alunos do 6º D - Cabeçudos elaborados a partir de caixas de cartão


 Alunos do 6º A - Chapéus e Cartolas em cartolina

 Alunos do 6º E - Máscaras

 Alunos do 6º G - Máscaras

Alunos do 5º F - Mascarilhas


(fotos: J. Lima)

Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

EVT Actividades de Sala de Aula XVII

Desfile de Carnaval (A dança do dragão)
Oi a todos.

Como o prometido é devido segue um vídeo que mostra a dança do dragão construido pelos alunos do 5ºD, apresentada no desfile de Carnaval da nossa escola no dia 16 de Fevereiro. Apesar do imenso trabalho, todos corresponderam com entusiásmo.

Para a construção do dragão a turma foi dividida em vários grupos, considerando a construção do corpo do dragão, a construção da cabeça do dragão e ainda a montagem das canas com os aros de arame para aplicar no corpo do dragão e com elas, o podermos movimentar.
Os materiais utilizados foram o plástico, materiais reciclados, canas, arame, entre outors e as técnicas utilizadas incidiram essencialmente na pintura, na colagem, na técnica do papel maché.

Não houve muito tempo para ensaiar a coreografia, mas tudo saiu muito bem.

Quero contudo salientar que esta é uma actividade que se poderá revelar muito difícil de concretizar se os nossos governantes continuarem a insistir em políticas puramente economicistas e incidentes no constante ataque aos professores, neste caso concreto, na erradicação de um dos dois professores que lecionam a disciplina de EVT. A verificar-se esta insensatez, tal impossibilitará actividades desta natureza.

Como já disse anteriormente esta é uma disciplina de cariz essencialmente prático, centrada na integração do trabalho manual e do trabalho intelectual, em que o exercício pensamento/acção aplicado aos problemas visuais e técnicos do envolvimento conduz, inevitavelmente, à construção de uma atitude simultaneamente tecnológica e estética promovendo a literacia para a educação artística. A verificar-se a monodocencia nesta disciplina, a sua dinâmica e essência ficará inevitavelmente comprometida o que me deixa muito preocupado, pois passaremos a assistir à destruição de uma disciplina tão importante, o que é deveras lamentável.

Dasabafos à parte deixo-vos o vídeo do nosso dragão "Lung" que preparei com muito prazer.

Abraços:)))

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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

EVT Actividades de Sala de Aula XVI (Proposta de trabalho)

Construção de um Dragão Chinês ou “LUNG” (龍 em chinês tradicional) para o desfile de Carnaval

As histórias que se contam acerca de dragões e outros animais fantásticos encontram-se envoltas de mistério, magia e manifestam-se como fontes de verdadeira inspiração e entusiasmo, mais facilmente para as crianças, e, um pouco mais dificilmente, para os adultos, a não ser aqueles que se sabem entregar verdadeira mente ao sonho e ao voo e, assim, imaginar sem limites.

Nas crianças, com as quais convivo diariamente, este processo associado a uma extraordinária simplicidade e sinceridade, aglutinadas por uma pura inocência, que felizmente para muitos ainda não se desvaneceu, assume-se como um poderoso instrumento de motivação para as aprendizagens.

Porque não sei muito sobre dragões, embora estes me fascinem, resolvi fazer algumas pesquisas, das quais, de forma abreviada resultou o seguinte texto, algo fantasiado (para motivar), mas baseado nos valores orientais, para quem este ser mítico muito representa:



Existem diversas características que diferenciam os Dragões Orientais dos Dragões Ocidentais. Além das diferenças físicas, a relação com o ser humano também é muito diferente. Os Dragões Ocidentais eram vistos como monstros e grandes ameaças para a população. Por outro lado, os benevolentes Dragões Orientais “Lung” são considerados grandes aliados da humanidade. Os orientais acreditam que os dragões trazem boa sorte às pessoas. A aparência de um dragão Lung deve ser assustadora e audaciosa mas terá de demonstrar uma disposição benevolente.

Lung Chinês ( Draco Orientalis Magnus), Ilustração do Livro Dragonologia - O mais completo livro sobre Dragões, Livros Horizonte



O Lung, representado nas danças tradicionais, é uma longa serpente com um corpo que pode chegar aos 25 ou 35 metros, para os modelos mais acrobáticos e a mais de 50 a 70 metros para os maiores dragões. Acredita-se que quanto maior for o dragão, mais sorte trará. Para além disso o Lung é ainda a combinação de muitos animais, possuindo chifres de veado, orelhas de touro, olhos de coelho, garras de tigre e escamas de peixe, tudo num corpo de uma serpente muito longa. Com estes traços, acredita-se que os dragões eram anfíbios com a habilidade de se mover na terra, para voar e a nadar no mar, reger os papéis de reguladores das nuvens, da chuva e do clima em geral. A sua representação mais comum é a do dragão de 4 patas, cada uma com 4 dedos para frente e 1 para trás, o dragão imperial, ou carregando uma pérola numa das patas chamada de Yoku (元氣) pela antiga lenda chinesa - "dragão das águas marinhas".




Dragons Play with a Pearl of LightningChinese Painting (Li Yu-Jun) in http://www.orientaloutpost.com/proddetail.php?prod=lyj-dp4


Em festivais orientais o Lung é frequentemente venerado com danças de dragões. Em certas ocasiões são realizados festivais que incluem frequentemente danças com marionetas de dragão. Estas marionetas são feitas de pano e madeira e são manipuladas por uma equipe de pessoas. Elas carregam o dragão através de varas e executam movimentos coreografados com acompanhamento de música e tambores.
A dança do dragão é executada por uma hábil equipa cujo trabalho é dar vida ao dragão. Os dançarinos levantam, mergulham, empurram, e movem o dragão ou “espírito do rio” através de movimentos ondulados e sinuosos. Alguns arranjos da Dança do Dragão são a "caverna de nuvem", "redemoinho de água", "costurando dinheiro”, "dragão que circunda a coluna" e, "dragão que persegue a pérola". O movimento "dragão que persegue a pérola" mostra que o dragão está continuamente em busca da sabedoria.


A Dança do Dragão, Ilustração do Livro Dragonologia - O mais completo livro sobre Dragões, Livros Horizonte


A Proposta de trabalho, para uma turma de alunos de 5º Ano, refere-se à elaboração de um Dragão Chinês.
Para a execução do projecto os alunos desenharam, na metade esquerda de uma folha A3, que prepararam previamente com esquadria e grelha de identificação, as várias propostas para o dragão tendo em conta as descrições do texto acima apresentado.
De seguida os alunos pintaram as propostas e escreveram a lista de materiais a utilizar. Por fim desenharam e pintaram a rigor o dragão final na metade direita da folha de projecto.


Neste momento, envoltos em grande entusiásmo e azáfama, encontra-mo-nos na execução do "Lung Chinês" e assim que estiver pronto apresentar-vos-ei os resultados.

Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

EVT, Actividades de Sala de Aula XV

Ilustrações de Natal

Olá a todos

E porque o Natal se aproxima, partilho convosco um pequeno “movie maker” onde são apresentados os trabalhos dos meus alunos de 5º Ano.
No âmbito da comunicação visual, foram produzidas diversas ilustrações alusivas a esta época.
Depois de desenharem as diversas figuras, procedeu-se à pintura das mesmas a lápis de cor.
Que problema! Eles não gostam de pintar, mas, com bastante insistência e muitas ajudas e incentivos o resultado foi bastante satisfatório.
Conseguindo os alunos dominar, na generalidade, a técnica para aplicar uma coloração homogénea nas formas, deram-se os primeiros passos de enriquecimento da pintura através da aplicação de sombras, texturas e graduações da cor de forma a tentar reproduzir as ambiências com um cheirinho a magia e encantos associados ao Natal.
Tomei a liberdade de reunir alguns desenhos e proceder à elaboração desta pequena apresentação tendo tomado a liberdade de animar, de uma forma muito simples e rudimentar, algumas das imagens sem pretender alterar a essência dos desenhos.

Esta apresentação irá ser apresentada na nossa festa de Natal, como introdução e acolhimento a todos os que puderem estar connosco nesta noite.

A todos Um Bom Natal!
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

EVT, Actividades de Sala de Aula XIV

O Teste do Desenho como Instrumento de Diagnóstico da Personalidade


Fotos: J. Lima: Algumas ilustrações elaboradas pelos meus alunos de 5º e 6º anos de escolaridade

Logo no início do ano lectivo, pedi aos meus alunos que procedessem ao preenchimento dos registos biográficos, onde normalmente se congregam um conjunto de informações úteis sobre a sua identidade.
Como complemento, pedi-lhes ainda que desenhassem no verso da folha uma árvore que se iria assumir como "A minha Árvore".
Seguindo, o mais fielmente possível, os procedimentos para a aplicação do teste do desenho como instrumento de diagnóstico de personalidade recolhi um conjunto muito rico de representações gráficas que poderão revelar-se um poderoso meio para detectar aspectos da personalidade de cada aluno, sem daí querer ajuízar ou formular outras considerações de forma precipitada.
Considerando que através do desenho a criança representa muito mais do que sabe e do que vê, considerando-se ainda o desenho infantil com uma essência tendencialmente ideográfica, característica central a que se associam outras características tais como a transparência, a humanização e a perspectiva afectiva, o ideografismo infantil “proporciona uma informação sobre o grau de conhecimentos da criança e um entendimento da sua relação afectiva com o mundo” (D`Alte, Dalila, 2002). Deste modo as representações gráficas recolhidas, funcionaram como um teste diagnóstico e como uma forma de ir aprofundando aspectos da personalidade de cada aluno considerando as suas singularidades como indivíduos únicos integrados num dado cenário social.
Para a correcta implementação do teste deverá ser observada bibliografia específica de forma a adoptar os devidos procedimentos de aplicação e posteriormente as respectivas normas de interpretação.

Livro no qual me baseei para a elaboração e aplicação do teste:
Sousa Campos, Dinah, 2004; O Teste do Desenho como Instrumento de Diagnóstico da Personalidade (validade, técnica de aplicação e normas de interpretação), Editora Vozes, 36ª Edição

Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Começou a Escola!

Um óptimo Ano Lectivo/Escutista/Museológico para todos!

Mascote elaborada com recortes de papel para o Grupo Pioneiro do meu Agrupamento do CNE

Olá a todos!

Apesar de ter estado ausente por uns tempos o “Livro de Ponto” não ficou esquecido… mas, como é um espaço que pretende divulgar as minhas actividades, também ficou uns tempitos de férias :)))

Arranca agora com um novo ano lectivo, um novo ano escutista e museológico, repleto de mais novidades e experiências enriquecedoras …


Apareçam de vez em quando, comentem, opinem, partilhem… !!!

Senão… não tem piada!!!